segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Múmia gritando: expressão de agonia intriga

Os visitantes do Museu Egípcio do Cairo surpreenderam-se, na última semana, depois que o Ministério das Antiguidades expôs a "múmia que grita". Elham Salah, responsável pela pasta dos museus daquele Ministério, disse que se trata da primeira vez que a múmia será exibida em público.


Esse artefato encontra-se envolto em um mistério desde que foi encontrado, em 1881, no Vale de Deir El Bahri, perto do Vale dos Reis. Ao contrário  do que era habitual, este sarcófago não estava decorado como os outros e por não se conhecer a identidade da múmia, esta foi batizada de "Homem desconhecido E".

Quando a múmia foi desembrulhada, em 1886, os cientistas se surpreenderam com o rosto do homem que parece estar a gritar em silêncio, o que lhe valeu o apelido de a "múmia que grita".


Teorias

Foram várias as teorias apontadas na tentativa de se descobrir a identidade da múmia. A mais popular apontada para que fosse o Príncipe Pentewere, filho do Faraó Ramsés III e de uma das mulheres, Tiy.

O Príncipe Pentewere tinha engendrado um plano para matar o seu pai, contando com a ajuda de sua mãe, e subir ao trono. Ramsés III apareceu morto com um golpe na garganta e vários estudos sugerem que Pentewere tenha ligação com a morte de seu pai.

Ramsés III

Essa teoria sobre a identidade da "múmia que grita" não é de toda aceita. Há especialistas que defendem se tratar de uma pessoa enterrada viva ou envenenada.

Tecnologia

Mais recentemente, por meio da técnica de reconstrução facial 3D, os cientistas afastaram outra teoria: a que dizia que a múmia pertenceria a um Príncipe de Hittite, que deveria ter casado com Ankhesenamun, a viúva de Tutankhamon.

Os resultados demonstraram que os traços do rosto nada tinham a ver com os da população de Hittite.

Mumificação

A "múmia que grita" teve seu corpo coberto de pele de carneiro, um gesto que indica que a pessoa teria cometido um crime grave.



"No Egito antigo, cobrir um corpo com pele de carneiro significa que era impura e que tinha feito algo de muito grave em vida", disse Zahi Hawass, do Conselho Superior de Antiguidades do Egito.

"Duas forças intervieram nesta múmia: uma para se livrar do homem e outra para o preservar", disse Bob Brier, arqueólogo da Universidade de Long Island em Nova Iorque.

Canal Youtube: Canal Myllas Freitas



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