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sexta-feira, 16 de junho de 2023

Lenda urbana de Carmem Winstead

Esta lenda urbana é uma história sobre uma estudante de 17 anos em Indiana chamada Carmen Winstead, que foi morta quando foi empurrada para um esgoto a céu aberto por cinco garotas de sua escola que ela pensava serem suas amigas. 

Na época, a escola estava fazendo uma simulação de incêndio. Carmen era nova na área, seu pai havia perdido o emprego recentemente e teve que mudar de estado para encontrar um novo emprego, e a mudança no meio do semestre foi difícil para Carmen, que teve que deixar seus amigos para trás e frequentar uma nova escola em Indiana. 

Carmen teve dificuldade em fazer novos amigos na escola, pois ninguém estava particularmente interessado em fazer amizade com a nova garota e, inicialmente, ela passava a maior parte do tempo sozinha andando de classe em classe e gastando seus intervalos sozinha falando com ninguém.

Eventualmente, no entanto, ela começou a andar com um grupo de 5 outras garotas, que ela considerava suas amigas, no entanto, ela logo descobriu que eles estavam falando sobre ela pelas costas e espalhando rumores vis sobre ela pela escola.

Quando ela os confrontou sobre isso, eles começaram a intimidá-la todos os dias, tornando sua vida um inferno completo. Um dia, depois que o bullying se tornou muito para ela, ela decidiu ficar para trás depois da escola e contar à diretora o que estava acontecendo, mas ela morreu antes de poder fazê-lo. Depois da hora do almoço, a escola anunciou que faria um simulacro de incêndio e, quando o alarme soou, todos os alunos foram para o pátio, onde a chamada poderia ser feita.

As 5 meninas viram Carmen parada perto de um esgoto a céu aberto e decidiram constrangê-la na frente dos outros alunos, aglomerando-se em volta dela, chamando seus nomes e empurrando-a, até que ela tropeçou e caiu no esgoto. As 5 meninas acharam isso muito divertido e estavam rindo quando a professora chamou o nome de Carmen, e respondeu que ela estava no esgoto. 

Os professores olharam pelo bueiro e viram o corpo de Carmen caído no fundo entre toda a lama e chamaram a polícia. Em pouco tempo seu corpo foi recuperado. Seu pescoço havia quebrado quando sua cabeça atingiu a escada, e seu rosto ficou gravemente danificado quando ela finalmente atingiu o concreto na parte inferior.

Os alunos foram todos questionados, mas como ninguém, exceto as meninas que a empurraram, viu nada, todos os culpados conseguiram escapar. Todos contaram a mesma história, que ela havia perdido o equilíbrio e caído, e a morte foi considerada um acidente.

Vários meses depois, muitos alunos da escola começaram a receber e-mails e mensagens em suas contas do myspace intituladas 'Eles a empurraram', que diziam a verdade do que realmente havia acontecido naquele dia. Carmen não caiu acidentalmente no esgoto, mas foi empurrada. Os e-mails não revelaram as identidades dos culpados envolvidos, mas ameaçaram que haveria consequências horríveis caso eles não confessassem.

Muitos pensaram que isso era uma brincadeira horrível para ser pregada naqueles com a memória da tragédia ainda fresca na mente das pessoas, mas as 5 meninas envolvidas na escola de Carmen estavam agora extremamente preocupadas que alguém soubesse o que havia acontecido e as estivesse ameaçando. 

Alguns dias depois uma das meninas envolvidas na morte de Carmen estava em casa tomando banho quando começou a ouvir um estranho som de estalo que parecia vir do ralo, e rapidamente saiu do banheiro com medo.

Naquela noite, quando sua mãe foi ao seu quarto para dizer boa noite, ela encontrou o quarto vazio e chamou a polícia. Eles vasculharam a área e finalmente a encontraram, morta e desfigurada e deixada para ser encontrada no esgoto. Depois mais e mais até que todas as cinco garotas tiveram o mesmo destino, mortas e desfiguradas nos esgotos com seus pescoços quebrados e seus rostos arrancados.

Carmen aparentemente ainda não está satisfeita, de acordo com a lenda ela se tornou uma entidade distorcida cujo único propósito é ter a verdade de sua morte conhecida. Não contente com a morte dos culpados, ela visitará quem não acredita na história e a encaminhará para os outros, seja por ralo, vaso sanitário ou chuveiro, ela virá buscá-lo à noite enquanto você dorme , e você acordará no esgoto ouvindo-a gargalhar antes de conhecer o destino dos outros que ela matou lá embaixo.

domingo, 7 de junho de 2020

Telefonema com um morto

Doze anos após o fato, os especialistas ainda não puderam determinar se isso poderia ter sido real ou se foi um evento malicioso e simplesmente manipulado.

Analisaremos o caso de uma jovem operadora de telemarketing que levantava fundos para uma fundação e que, como foi revelado naquele momento , falou com um homem que havia morrido há 14 meses.

Como poderia ser de outra forma, a inexplicável situação, ocorrida em 2008, rapidamente se espalhou pelo mundo.

Com o passar dos dias, o áudio foi publicado e você podia ouvir Nilda Bustos, executiva do Centro da Fundação Niño e Pátria do Chile, conversando com quem seria Gonzalo Vargas. Ou não, porque, supostamente, ele já estava morto no momento em que "atendeu" essa ligação.



Como de costume em suas tarefas, Bustos discou vários números naquela tarde até entrar em contato com a casa de Vargas. O motivo de sua ligação foi a arrecadação de fundos para a instituição.

Durante essa comunicação, o Sr. Vargas indicou à operadora de telefonia que consultaria a situação com sua esposa e pediu que ela retornasse a ligação mais tarde. Seguindo essas indicações, a jovem voltou a se comunicar horas depois com a mesma propriedade para oferecer os serviços da fundação em troca de ajuda financeira, mas desta vez foi a mulher da casa que atendeu. Foi então que ambas sentiram um forte calafrio ao detalhar a situação que haviam vivido anteriormente, porque a esposa de Vargas disse à garota do outro lado do telefone que seu marido "morreu há um ano e dois meses atrás".

"Olá, boa tarde, meu nome é Nilda Bustos, voluntária da Fundação Niño y Patria, e tenho o prazer de entrar em contato com você para convidá-lo a fazer parte deste projeto." Depois de detalhar como eram os canais de ajuda e para onde isso estava indo, Busto disse: "Hoje de manhã conversei com Don Gonzalo, ele disse que você concordaria em colaborar a partir do próximo mês. Podemos contar com a ajuda dele?"

"Gonzalo está morto!", disse a sra. Vargas, então a garota respondeu: "Mas hoje de manhã eu falei com ele."

"Meu marido faleceu há um ano e dois meses". A esposa de Vargas respondeu bruscamente.

Acreditando que a pessoa do outro lado estava brincando, Bustos insistiu: "Conversei com Don Gonzalo, uma pessoa séria eu notei e me disse para ligar mais tarde, pois ele deveria consultar você".

Diante dessa explicação, a sra. Vargas disse: "Não vou mentir para você. Tenho quatro filhos e ninguém estava em casa hoje. Passei o dia todo trabalhando na papelada e pagando contas, pois não havia ninguém na casa. Ninguém. Sou viúva e meus filhos são independentes, eles não moram aqui."

Diante dessa situação, a jovem, que não ficou surpresa, perguntou: "Tem certeza de que não havia ninguém em sua casa hoje?"

"Tenho certeza absoluta", sentenciou a viúva. "Meus filhos trabalham e nenhum deles mora comigo."

Então, a situação a deixou curiosa, e ela questionou: "Ele contou sobre mim, contou o meu nome? Como soube que o nome dele era Gonzalo?"

"Quando liguei, ele se apresentou e me pediu para ligar novamente, porque ia consultar você", confidenciou a jovem, quase tremendo.

A ligação não terminou assim e Bustos apenas conseguiu acrescentar: "Então ele está cuidando de você, ele está protegendo você".

Enquanto isso, a sra. Vargas afirmou: "Pode ser, éramos muito próximos, 40 anos casados, então foi uma morte terrível".

Anos mais tarde...

Com a notícia em todos os jornais, Hilda Bustos deu uma entrevista, anos depois.

O diálogo com o jornalista foi o seguinte: "Poucas pessoas foram capazes de ir tão longe neste caso para saberem se é verdade. Pode ser o maior caso paranormal no Chile e talvez um dos mais lembrados no mundo".

Então ele perguntou: "O que aconteceu naquela manhã de 2008, se você pode contar cronologicamente? Você realmente conversou com uma pessoa falecida?"

A mulher demorou a responder e relatou. "Primeiro, eu respondo porque você me insistiu muito. E faço isso com muito respeito", disse Hilda e lembrou: "Digo que, quando liguei para esta casa, Don Gonzalo Vargas realmente me respondeu e ele está realmente morto. E quando falei com a senhora, na minha segunda ligação, ela me disse que muitas pessoas lhe disseram que tinham visto o marido "

Depois de tudo isso, Bustos continuou: "A sra. Vargas falou com um padre que lhe disse que, por ter sido uma morte repentina, sua alma ainda não sabia que ela havia falecido". Eu digo a você que, como uma experiência, para mim foi algo muito importante e notei a tristeza que a senhora sentiu", confessou à imprensa.

Antes de concluir o diálogo, ela revelou: "Outra coisa que chamou minha atenção é que a conversa com Vargas foi fluida".

Por fim, disse: "Não havia respiração. Quando você fala, claramente se ouve quando se respira. No entanto, em cada frase que terminava ou entre as frases não havia respiração, era uma voz. bem limpa. "

Diante disso, Bustos disse: "Não sei dizer se a ligação é real ou falsa. O que senti foi algo estranho. Como digo, quando você fala com outra pessoa, pode ouvir a respiração do outro lado".

Fonte: Cronica

Canal do Youtube: Canal Myllas Freitas

sábado, 15 de junho de 2019

Menina do lago


Por muito tempo a lenda da menina que aparecia chorando nos lagos assustou muitas pessoas, até que um dia ninguém mais ouviu seu choro ...

Sarah era uma menina muito tímida, morava no interior de São Paulo com sua família, sua diversão era estudar e ir as missas nos finais de semana. Por seu comportamento um tanto sério ela era o centro das gozações de 4 meninos do seu Bairro, porém isso não a abalava o que os deixava muito irritados.

Certa vez os meninos foram para um lago se divertir, quando então avistaram Sarah voltando do mercado de bicicleta, o líder do grupo de meninos, Maicon, resolveu fazer uma brincadeira um tanto "maldosa". E lá  jogaram Sarah no Lago e saíram correndo, só que como uma menina que nunca pensou em se divertir saberia nadar? E foi o que aconteceu ... Sarah se afogou. Ninguém foi pego ... sequer contaram para alguém com medo das conseqüências.

A família procurou por muito tempo até que uns pescadores acharam o corpo da menina perto do píer. A partir daquele dia os meninos foram se afastando. O tempo passou, apesar de todos terem se mudado, ninguém conseguia dormir um dia sem sonhar com Sarah. O lugar se tornou assombrado, pessoas de todos os cantos diziam ver e ouvir uma menina chorando no lago.

Maicon teve um plano para acabar com os pesadelos, resolveu juntar o "Quarteto" para pedir desculpas para Sarah, segundo Maicon, ele era o culpado por tudo de estranho que estava acontecendo, já que sabia que ela não sabia nadar, mas teve vergonha de voltar e ajudar ela. E lá foi o grupo se reunir no mesmo lugar em que tudo começou. Todos pediram desculpas e oraram. 

Maicon achou que deviam comemorar por terem se livrado da suposta "assombração" e, então, saíram para falar das novidades e beber. Na mesma noite após sairem para beber, Maicon disse que tinha que pagar uma dívida, dívida antiga e que estava na hora de pagar.

No outro dia, os rapazes souberam que Maicon havia se suicidado com um tiro na cabeça lá no dito lago. Depois disso, nunca mais tiveram pesadelos com Sarah e nunca mais houve relatos de uma menina chorando no lago.

Canal do Youtube: Canal Myllas Freitas

segunda-feira, 20 de maio de 2019

A garota da fotografia


Em um dia na escola, um garoto chamado Bruno estava sentado em sua classe durante a aula de matemática. Faltavam seis minutos para a aula terminar. Enquanto ele fazia os exercícios, uma coisa chamou sua atenção.

A carteira dele era ao lado da janela, ele se virou e olhou para o pátio do lado de faro. Tinha algo que parecia uma foto jogado no chão. Quando a aula acabou, ele correu até o lugar que ele tinha visto a foto. Ele correu o mais rápido que podia para que ninguém pegasse ela antes dele.

Ele pegou a foto e sorriu. Na foto havia a imagem da garota mais linda que ele tinha visto. Ela tinha um vestido apertado e uma sandália vermelha, seu cabelo era ondulado e sua mão direita tinha um sinal de "V" formado com os dedos indicador e médio.

Ela era tão linda que ele a quis conhecer, então ele percorreu toda a escola perguntado para todos que passavam se alguém já tinha visto aquela garota. Mas todos respondiam "Não". Ele estava arrasado.

Quando chegou em casa, ele perguntou para sua irmã mais velha se ela a conhecia, mas infelizmente ela também disse "Não." Já era tarde, Bruno subiu as escadas, colocou a foto na cabeceira de sua cama e dormiu.

No meio da noite Bruno foi acordado por um barulho na janela. Era como uma unha batendo. Ele ficou com medo. Após as batidas ele ouviu uma risadinha. Ele viu uma sombra próxima a sua janela, então ele saiu da cama, ele andou até a janela, abriu e procurou pelo lugar que vinha a risada, não havia nada e a risada parou.

No dia seguinte ele foi perguntar para seus vizinhos se eles conheciam a garota. Todos falaram "Desculpe, não.". Ele perguntou até mesmo para sua mãe assim que ela chegou em casa. Ela disse "Não.". Ele foi para o quarto, colocou a foto na cabeceira e dormiu.

Novamente ele foi acordado pelas batidas na janela. Ele pegou a foto e seguiu as risadinhas. Ele saiu desceu as escadas, saiu de casa pela porta e foi atravessar a rua quando de repente foi atingido por um carro. Ele estava morto com a foto em suas mãos.

O motorista do carro saiu e tentou ajudar, mas era tarde demais. De repente o motorista vê uma fotografia e a pega.

Ele vê uma linda garota com três dedos levantados.

Fonte: MiniLua

Canal do YouTube: Canal Myllas Freitas

sábado, 11 de maio de 2019

A filha que veio buscar o pai!

Essa é uma história verídica que aconteceu com Annie Gluck e seu marido, Jeff.

Eles moravam em uma cidade pequena, Augusta, na região metropolitana de Wichita, no estado americano de Kansas.
 

Apesar de serem um casal de 50 anos, Annie e Jeff eram 30 ou 40 anos mais jovens que todos seus vizinhos. Muitos deles tinham netos que os visitavam com frequência para leva-los para passear, almoçar, enfim, para passar tempo com os parentes.

Mas esse não era o caso do homem que Annie chamava de Professor. Sua mulher, Elena havia morrido 12 anos antes. Annie passou pouco tempo com os dois juntos, mas percebeu que eles eram daqueles casais perfeitos, que a gente sempre busca e tenta ser com nossos parceiros. Parece que o tempo perto dos dois ficava mais leve e devagar. Os dois eram tão eruditos, espirituosos e, obviamente, ainda tinham muito amor um pelo outro. A morte de Elena foi um baque grande para o Professor. Nesse último ano, ele vinha batalhando contra um câncer e, como vivíamos em uma região sem transporte publico e com táxis caros, Annie acabou tomando conta do Professor e o levando aos médicos na cidade.

O Professor vivia nos Estados Unidos fazia muito tempo, mas ele ainda carregava o sotaque de quem havia migrado para lá. Annie não conseguiu descobrir de onde era. Ele tinha um jeito peculiar de pronunciar o nome da vizinha. Por vezes, sofrendo de dor, Professor ligava na madrugada e dizia apenas: “Annie”. Era a senha para ela sair correndo e ajudar o vizinho com remédios ou até mesmo para levá-lo ao pronto socorro da cidade. Ele estava irredutível de ser internado. Apesar de saber que o fim estava chegando, ele fazia questão de ficar em sua cama. Queria descansar ali mesmo.

Numa madrugada de Outubro, por volta das 4 da manhã, o telefone de Annie tocou. O identificador de chamadas mostrou o numero do Professor. Quando ela atendeu, uma voz estranha disse: “Annie”.

Ela respondeu: “Sim. Professor?”

Aí veio a voz de novo: “Não, é a Maria. Hoje quem vai levar o Professor sou eu”.

E o mais estranho aconteceu na sequência. Annie acordou. Calma. Acordou? Mas o telefone não tinha tocado? Bom, o telefone estava em sua mão, mas seu marido e o cachorro dormiam profundamente. Então o telefone não tocou. Ou tocou?

Annie tentou ligar para o Professor, mas era madrugada e ela não queria acordá-lo. Mas e se ele realmente ligou? Ela se trocou, acordou o cachorro e foi a até a varanda, de onde ela conseguia enxergar a casa do Professor. Dali nada de diferente. Tudo estava calmo e as luzes apagadas.

Mesmo assim, ela não se deu por satisfeita e acabou ligando. Na verdade foram 25 ligações sem nenhuma resposta. Ela sabia que havia algo errado e foi acordar seu marido. Os dois foram até a casa do Professor, bateram na porta e nada. Ligaram de novo e nada. Resolveram então, ligar para a polícia. Quando chegaram, arrombaram a porta e entraram. O Professor estava em sua cama, com aparência calma. Aparentemente morrera de causas naturais.

Como morávamos muito fora da cidade, qualquer atividade que requeira buscar um profissional da área na cidade é feita por vizinhos. Então, com a permissão e supervisão do delegado, as famílias vizinhas começaram a procurar informações sobre o passado e/ou familiares do Professor, além de precisar de um “caixinha” para o enterro.

Annie ficou em cargo de um livro de fotos antigas e um diário que estava no criado mudo. Não havia nenhum “primo Bob”, “tio Mark” ou “família reunida na casa da tia Amelia”. O que havia eram fotos do Professor com sua amada Elena.


Além de uma filha, que nunca havia sido mencionada, Maria, que morreu em 1971!!

Fonte: Ah! Duvido

Canal do Youtube: Canal Myllas Freitas

segunda-feira, 6 de maio de 2019

O ônibus


Eu nunca me senti completa. Nunca estive satisfeita. Mas também nunca me interessei em fazer algo para mudar. Quando Robert, meu esposo não estava comigo, o que cuidava da minha ansiedade era passear com Billy. E ainda evitava que ele fizesse suas necessidades pela casa obviamente.

Eu fazia esse passeio pelas redondezas toda madrugada. Pelo menos até aquele dia. Eram 1 e 45 da manha, um babaca freou bem em cima de nós, por pouco não nos acertou. Apesar do susto o que mexeu comigo não foi isso, e sim aquele ônibus verde que apareceu.

Lotado de passageiros, o motorista com cabelo milimetricamente penteado, com um sorriso que parecia sugar toda minha coragem. Ele estacionou, abriu a porta de frente e desceu.

- Está na hora de vir conosco Clarisse.

Ele disse com um tom acolhedor e ao mesmo tempo frio. Eu não entendia como ele sabia meu nome, nem porque passara por ali já que não havia nenhuma linha de ônibus nas redondezas. Entre o medo, a desconfiança e a curiosidade, tudo que pude responder foi:

- Não, obrigado.

Virei-me e voltei para casa. Meu marido já havia chegado.

- Onde você estava amor?

- Fui passear com o cachorro.

- A essa hora de novo amor? Amor? Ei!

- Desculpe.

- O que foi?

- Robert, qual linha de ônibus passa na rua aqui em frente a nossa casa?

- Nenhuma amor. Faz quatro anos que moramos aqui e nunca passou sequer um ônibus, e caso alguma linha fosse criada aqui, acho que saberíamos. Por quê?

- Um ônibus parou pra mim hoje. E o motorista sabia o meu nome.

- O que? Como assim?

- Eu também não sei.

- Olha amor, você anda muito estressada com os preparativos do nosso casamento, ainda decidiu parar com seu remédio para ansiedade.

- Você está dizendo que eu sou louca? Eu não vi coisa. Era um ônibus, um ônibus de verdade.

- Não estou dizendo que não era amor. Apenas durma um pouco, descanse. Amanha vai perceber que pode ter sido algo da sua cabeça.

Fui-me deitar furiosa, mas sem admitir que o que ele disse fazia mais sentido. E realmente, acordei no dia seguinte mais leve e feliz por saber que finalmente seria o dia de escolher o vestido.

O olhar das moças do ateliê eram os juízes da minha escolha. Se eu escolhesse um que fizesse os olhos de todas elas brilharem, esse era o certo.

- O que é isso no seu nariz Clarisse.

Uma senhora me questionou com espanto.

- O que.

Minha calma e leveza foram embora quando levei as mãos ao rosto e percebi que o sangue escorria pelo meu nariz. Senti-me sufocada. Precisava de ar e por isso corri para fora da loja. Lá fora estava ele me esperando. Aquele mesmo ônibus. Os mesmos passageiros. E o mesmo motorista parado na porta com seu sorriso.

- Eu não posso esperar mais Clarisse. É hora de vir conosco.

- Não! Você não vai me levar!

Naquele momento tudo fez sentido. Talvez aquele carro... Aquele carro não "quase" me acertou. Aquele carro me atropelou. É isso. Estou morta, não me resta nada a não ser me entregar. Mas agora não, agora eu tenho tudo. Vou me casar. Não posso abandonar tudo isso. E não vou! Voltei para dentro da loja.

- Moça, chame a policia, por favor!

- O que houve minha jovem?

- Aquele homem está me perseguindo!

- Quem?

- Aquele dentro do onib...

Era até óbvio. O ônibus não estava mais lá.

- Menina, sente-se. O que aconteceu? Seu nariz está sangrando.

Aquela gentil senhora limpava meu rosto e eu sequer podia sentir suas mãos. A imagem do ônibus, aquele sorriso macabro, nada daquilo deixava minha mente a sós por sequer um segundo. Acho melhor ir pra casa. Um banho deve esfriar minha cabeça.

A água fria pelo meu corpo me dava uma falsa sensação de alívio. Saí do banho e fui me secar. Meu cachorro me olhava quase implorando para passear.

- Desculpe Billy, você sabe quem está lá fora esperando por mim.

Será que esse seria o meu destino? Presa dentro de casa, com medo de um ônibus que sequer existe. Presa na dúvida. A vida é minha e ninguém pode me tomar. Pela primeira vez eu não senti medo. Eu estava pronta pra enfrentar tudo aquilo. Eu não podia fugir mais. O medo deu lugar a confiança agora. Aprontei Billy, pus um casaco e saí. Já era tarde mesmo mesmo, quase 2 da manha. Depois de uma pequena caminhada, lá estava ele me esperando. Vi o ônibus fazer uma curva e vir até mim. Ele estacionou e como sempre, o motorista desceu.

- Clarisse, não seja egoísta, Você não é a unica aqui. Você tem que vir conosco.

- Não, eu não vou!

- Você tem certeza?

- Tenho!

Eu gritava tao determinada que não percebi que Billy escapava das minhas mãos e entrava no ônibus.

- Não Billy, vem cá! Devolva meu cachorro!

- Não posso Clarisse, foi ele quem escolheu.

Eu não sabia se devia continuar e deixá-lo, eu o amava demais. Mas mantive minha posição.

- Eu não vou! Essa é a minha vida eu escolho!

- Não Clarisse... Essa não é a sua vida. É a vida que você poderia ter tido...

O homem voltou para seu banco, fechou a porta e foi embora. Acho que agora sim, está tudo resolvido. Nunca mais verei aquele maldito ônibus Me sinto mais leve, porém de um jeito estranho. Toda aquela preocupaçao e ansiedade se foi, agora eu só vejo uma luz. Uma luz intensa. Finalmente eu acho que terei paz.

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- Minha nossa que horrível!

- O carro pegou em cheio!

- Esperem! O cachorro está vivo, isso só pode ser um milagre!

(Essa estória foi baseada no episódio de número 06, intitulado "Rota Noturna" da série "Além da imaginação", última temporada

Fonte: Dossiê do Felipe
Canal do YouTube: Canal Myllas Freitas

terça-feira, 19 de março de 2019

A verdade sobre o Ayuwoki, o Michael Jackson da Deep Web

Você já ouviu falar da figura estranha chamada "Ayuwoki, o personagem que vem sendo responsável por histórias macabras desde o início do ano de 2019?


Dizem que o Ayuwoki apareceria na casa de crianças, que insistem em ficar acordadas durante a madrugada, mais precisamente às 3h da manhã.

A princípio, o Ayuwoki apenas assustaria as crianças ao fazer o som "Hee Hee", som semelhante ao que o cantor Michael Jackson, falecido em 2009, fazia em algumas músicas.

Ademais, conforme visto, a aparência do Ayuwoki também "lembraria" a aparência do Michael Jackson, porém de uma maneira bem sinistra, o quê acaba por propagar ainda mais essa creepypasta, sendo, portanto, uma nova "Momo".

Assim como a "Momo", essa história é uma FARSA.

A origem do Nome

De início, o nome "Ayuwoki" tem origem na origem na interpretação fonética errada de uma frase da música do Michael Jackson, a música "Smooth Criminal", lançada em 1987. A frase seria "Annie, are you ok?"

Vejamos o trailer da música no filme Moonwalker


Ao ser falada rapidamente, algumas pessoas interpretam a frase como sendo "Eni, ayuwoki" ou "Eni, Ayowaki". Essa frase dita de forma equivocada, desde a época do lançamento da música, nunca foi associada a nenhuma criatura do mundo sobrenatural.

A figura Ayuwoki

Mas, então, quem seria essa criatura sinistra que intitulam como Ayuwoki

Nada mais se trata de um boneco animatrônico e sua primeira aparição se deu em 26 de julho de 2009, no YouTube.

Vejamos:


Nesse vídeo intitulado "My ghoul Jackson' animatronic sculpture", um usuário chamado Thomas Rengstorff alegou que utilizou o busto de um animatrônico chamado "WoWWEe Alive Elvis", e aplicou uma máscara ao mesmo, de modo a criar uma escultura única, ou seja, o boneco sequer anda, apenas movimenta de forma limitada o rosto.

Ademais, esse vídeo foi publicado cerca de um mês após a morte do cantor e esse dito boneco teria sido colocado à venda no e-bay.


Há a informação, ainda, de que o usuário Thomas Rengstorff republicou o vídeo do seu boneco animatrônico em 2012, porém com um título ligeiramente diferente "My ghoul Jackson' animatronic sculpture - Ei Ayuwoki - hee hee!". Todavia, não se pode afirmar se esse título é realmente de 2012 ou se sofreu uma modificação ao longo do tempo, mas a certeza é de que eles apenas viralizaram após as recentes histórias sobre o "Ayuwoki".

Disseminação da creepypasta

Em 03 de janeiro de 2019, um usuário brasileiro no Youtube chamado "Luscas Edit" publicou uma outra versão do vídeo, intitulando-o como "Michael Jackson encontrado vivo em terreiro de macumba no Ceará, cenas fortes do estado atual dele".


O trecho final remete a um vídeo publicado em 07 de novembro de 2018 por um outro usuário brasileiro chamado "Deriky Marks", intitulado como "Michael Jackson encontrado vivo em terreiro de macumba no Piauí"


RESUMO

* O vídeo possui cerca de 10 anos e ressurgiu como novidade na internet.
* O boneco seria um animatrônic com uma máscara
* Ayuwoki nada mais se trata de uma forma equivocada de se falar a frase repetida várias vezes na música "Smooth Criminal", "Annie, are you ok".

TRATA-SE DE UMA FARSA.


Fonte com adaptações: e-farsas

Canal do Youtube: Canal Myllas Freitas

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Rostos por detrás do espelho


Algumas pessoas consideram os espelhos como espécies de portais para outros mundos. Alguns dizem que quem morre em frente a um destes objetos pode utiliza-lo como passagem entre o mundo espiritual e o nosso, talvez por isso tenha ocorrido a situação que passo a narrar...

Um homem procurando fixar residência em um determinado município decidiu comprar um grande casarão que estava abandonado há algum tempo. 

Apesar do lugar ser bem maior do que realmente precisaria pensou consigo mesmo que a casa seria ideal para quem, assim como ele, desejaria constituir uma grande família.

Trinta anos e solteiro, o homem, que tinha como profissão a medicina pensou, também, que talvez pudesse abrir um pequeno consultório no espaço que antigamente era uma sala. 

Feito o planejamento tudo correu de forma correta e em pouco tempo estava morando na velha casa, já completamente reformada.

Junto a casa vieram muitos móveis antigos, que, reformados, combinaram muito bem com o lugar. Vários espelhos foram colocados em seu quarto deixando tudo bem decorado e auxiliando na iluminação ao refletir as luzes do dia ou até mesmo a elétrica.

Em uma noite de tempestades o homem foi acordado por um trovão, ele continuou deitado olhando para as sombras que se formavam na parede quando um relâmpago iluminou todo o quarto.

Um frio percorreu sua espinha ao perceber, por um breve tempo, que vários rostos empalidecidos o encaravam por dentro dos espelhos. Incerto que aquilo que viu era verdade ou fruto de sua imaginação não conseguiu mais dormir. Sua mente repetia a situação voltando a lembrar daqueles rostos perturbadores o espiando pelo espelho...

Com o clarear do dia, o homem decidiu retirar todos os espelhos de seu quarto e os trancou no sótão. Naquela noite ele acabou dormindo muito tranquilamente como há tempos não fazia. Com os passar dos dias a memória daqueles rostos horríveis foram se desvanecendo e logo não lembrava mais daquela noite estranha.

Uma manhã o homem acordou e foi tomar um banho, como fazia todos os dias. Assim que saiu do box e foi pentear os cabelos percebeu que o vapor do chuveiro tinha embaçado o espelho e que havia uma mensagem escrita na umidade.

A mensagem dizia:

“Por favor coloque os espelhos novamente no quarto, sentimos falta de ver você dormir a noite...”


Canal do YouTube: Canal Myllas Freitas

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O rádio antigo


Há muitos anos atrás um casal vivia com seus filhos em uma grande casa de madeira, era uma construção muito forte que havia sido erguida pelo seu atual proprietário. Marceneiro habilidoso construiu tudo lentamente com suas próprias mãos quase não precisando de ajuda.

O casal possuía duas filhas e a esposa grávida estava para parir mais um filho com a ajuda de uma vizinha parteira.

Desta vez parecia que havia algo de diferente, os outros partos correram normalmente e este estava mais estranho. O homem estava preocupado pois sua esposa gritava muito, como se a dor fosse quase insuportável.

Logo um choro de criança foi ouvido, o som não era como no parto de seus outros bebês. O homem ficou ainda mais preocupado quando viu a parteira saindo do quarto com uma expressão estranha.

- O que houve? O que aconteceu com meu filho? Ele está vivo? – perguntou preocupado.

- Vivo ele está, mas...

Sem deixar a parteira terminar de falar o homem adentrou ao quarto. Na beirada da cama o bebê estava enrolado em uma toalha, sua mulher chorava.

O homem pegou sua criança e quando descobriu o bebê viu que ele possuía o rosto totalmente deformado.

Os anos passaram. Envergonhados, os pais trataram de criar aquela criança escondida de todos.

O garoto ficava o dia inteiro trancando no sótão, sem nunca ir até a rua. Não se sabe se devido a esta criação ou por problemas ocorridos na sua formação, o menino também começou a apresentar problemas mentais.

Durante todo o dia e, muitas vezes, a noite, também ele emitia vários sons estranhos como se fossem gemidos. Para tentar esconder a presença dele no sótão, seus pais deixavam um rádio ligado. O som se espalhava pela casa e o menino quase não era ouvido.

No ano que o garoto completou dezessete anos a coisa toda aconteceu: ninguém sabe como, mas cansado de ser criado daquela forma, ele conseguiu abrir a porta e acabou assassinando toda a família.

Pais e irmãs, ninguém sobreviveu, ninguém ouviu o barulho, pois, mesmo longe da casa, o único som ouvido eram as músicas tocadas pelo velho rádio.

Atualmente a casa de madeira abandonada continua no mesmo lugar e, as vezes, durante a noite, quem passa pelo local diz ouvir o som de um rádio tocando.

Dizem até que o velho rádio está lá dentro e que, apesar da casa estar vazia, ninguém teve coragem de rouba-lo ou tirá-lo da casa.

É dito que se alguém entrar na casa e ouvir o rádio no mesmo horário que a família foi morta é possível ouvir seus gritos e lamentos por terem sido assassinados.

Antes que alguém pergunte... os corpos da família foram encontrados e enterrados, mas, até hoje, ninguém sabe o aconteceu com o garoto ...

Portanto cuidado! Se ouviu um som de rádio tocando sem haver um aparelho seu ligado... ele poderá estar atrás de você...

Canal do YouTube: Canal Myllas Freitas

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

O homem do sonho

Durante o café da manhã meu marido parecia muito cansado, seu rosto estava pálido e suado. Quando ele estendeu a mão para pegar a xícara de café notei que ela estava tremendo.

- O que há de errado? - Eu perguntei. -Você não dormiu bem esta noite? Está doente?

-Eu não sei. - ele respondeu. – Aconteceu uma coisa estranha... Eu não sabia se estava dormindo ou acordado. Você já teve um sonho que parecia tão real que você não sabia se era realmente um sonho?

Ele fez uma pausa por um longo tempo antes de continuar...

- Na noite passada eu tive um destes sonhos... - disse ele. - No sonho eu havia despertado suando frio. Meu coração estava acelerado e eu respirava pesadamente. Então eu fui para o banheiro tomar um pouco de água, mas algo não parecia certo. Eu olhei para cima e vi que o teto não estava mais lá. Em vez disso, era como se eu estivesse olhando para cima de um túmulo. Eu podia ver as bordas da sepultura acima de mim. Havia pessoas reunidas ao redor do túmulo, mas não reconhecia nenhumas delas exceto por um homem. Ele parecia exatamente comigo. Os mesmos olhos, o mesmo nariz e o mesmo rosto. Era uma cópia clara de mim mesmo. Então ele se inclinou sobre o túmulo e olhou para mim. Um largo sorriso se espalhou por seu rosto e ele disse:

- Você viveu o tempo suficiente, agora é hora de deixar alguém viver por um tempo.

- Então voltei para o quarto e me deitei na cama. Não me lembro se eu estava acordado ou dormindo.

Na manhã seguinte quando meu marido sentou junto a mesa para o café da manhã ele parecia ainda pior. Seu cabelo estava desarrumado e de sua testa pingava suor.

-Eu tive o mesmo sonho de ontem. - disse ele com sua voz tremendo.

Ele não disse mais nada, mas quando saiu para trabalhar e me beijou eu pude ver o medo em seus olhos.

Eu comecei a ficar muito preocupada. Meu marido sempre foi uma pessoa calma e relaxada, porém agora parecia que ele estava se transformando em uma pilha de nervos.

Toda noite, durante uma semana, ele teve o mesmo sonho. Pela manhã, antes de sair para o trabalho, ele me contava sobre o seu sonho. Seu rosto estava sempre pálido, seus olhos mostravam o medo que ele sentia por essa situação, e então ele começou a ficar magro e com aparência de doente. Eu decidi que era hora de levá-lo a um psicólogo.

No entanto, na manhã de sábado, ele acordou muito mais tarde do que o habitual e quando se sentou junto a mesa para o café da manhã parecia estar muito melhor. Ele parecia saudável e vigoroso novamente.

- Você teve aquele sonho de novo ontem à noite? - Eu perguntei.

Ele olhou para mim. Um largo sorriso se espalhou por seu rosto e ele disse:

-Que sonho? “Eu não tenho idéia do que você está falando”.

Fonte: clube dos Medos

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segunda-feira, 23 de julho de 2018

A estátua


Dizem que há alguns anos atrás um casal decidiu sair da rotina e sair para jantar , porém para tornar a noite mais romântica combinaram que deixariam seus dois filhos com uma babá muito bem recomendada por uma amiga do casal.

A noite com as crianças parecia tranquila. A jovem viu alguns filmes em DVD os colocou no quarto para dormir.. Entediada decidiu ligar para os pais para perguntar se poderia ver tv em seu quarto, visto que este era o único lugar que estava disponível, pois os pais eram muito rigorosos com o que os filhos viam na tv.

Com a permissão do casal para que assistisse tv no quarto a garota decidiu fazer mais um pedido... ela perguntou se poderia cobrir a estátua que estava no quarto das crianças com uma toalha ou cobertor, pois achou que ela era aterrorizante.

Do outro lado da linha o telefone ficou mudo por alguns instantes, até que o pai das crianças falou com um temor da voz:

- Leve as crianças para fora de casa agora! Nós estamos chamado a policia, pois não possuímos nenhuma estátua no quarto das crianças.

Após alguns minutos de ser alertada a policia chegou até o local. cautelosamente e com armas em punho os policiais invadiram a casa e encontraram todos mortos. Nenhuma estátua foi encontrada, não havia sinal de arrombamento e nenhuma evidencia sobre como as mortes ocorreram foi detectada. As vitimas estavam mortas com um golpe de algo maciço e pesado. O caso nunca foi resolvido e se tornou uma lenda urbana.

Fonte: Clube dos medos

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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Quarto do hotel



Certa vez,  um homem cansado chegou a um hotel e foi falar com a recepcionista: “por favor, eu queria alugar um quarto para uns três dias”, “com certeza, senhor. O seu quarto é o 333, no 3° andar. As suas bagagens serão levadas daqui a pouco. Mas só um aviso: não entre no quarto 332″. O homem, indignado, perguntou “Porque não? O que há naquele quarto?” “Bom…” , respondeu a recepcionista, “Há um tempo atrás, uma mulher se suicidou e o gerente não quer que ninguém entre lá. Pronto, aqui está sua chave e boa noite.” O homem pensou “que besteira, é só lenda de hotel mesmo” e foi até o seu quarto. Quando passou pelo quarto 332, ficou morrendo de curiosidade, mas resolveu que iria só dormir. Na noite seguinte, ao voltar ao hotel, foi até a porta do 332 e espiou pelo buraco da fechadura. Ele viu uma mulher muito branca, com os cabelos pretos e a cara  virada para a janela. Ele ficou realmente muito curioso, mas resolveu voltar ao seu quarto. No próximo dia, ao ir embora do hotel, resolveu dar uma última espiada na mulher misteriosa do quarto ao lado. Ele olhou pela fechadura e viu tudo vermelho. Pensou “Ah, ela deve ter percebido que eu estava olhando e botou um pano na frente”. Ele desceu até o saguão e se encontrou com o gerente, então perguntou “O que realmente aconteceu naquele quarto 332?” O gerente, perturbado, respondeu “Faz tempo que aconteceu, mas eu ainda lembro bem… Um casal estava hospedado naquele quarto, e por alguma razão, o marido assassinou a sua esposa. Desde aquele dia, a mulher continua lá.” “Entendo…” falou o homem ” Mas como ela era?” e o gerente respondeu “Tinha cabelos pretos, cor de breu, era branca como um lençol e seus olhos são completamente vermelhos…”

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domingo, 7 de janeiro de 2018

A Cabana


Havia um caçador que depois de um longo dia de caça, encontrava-se perdido no meio da imensa floresta. Estava ficando escuro, e por conta do desespero estava começando a perder seus sentidos, afinal o medo de se perder e acabar virando a caça de alguns animais selvagens que viviam ali o fazia esquecer-se completamente de seu destino: Caçar.
Depois do que pareceram horas caminhando sem rumo algum, ele se deparou com uma cabana com uma pequena clareira. Percebendo o quão a noite envolvia mais e mais a floresta, ele decidiu ficar lá para passar apenas aquela noite.
Encontrou a porta entreaberta. Perguntou se havia alguém lá dentro. Ninguém respondeu, ninguém estava lá. O caçador entrou na casa e desabou sobre uma cama que ali estava. Quando ele olhou ao redor , ficou surpreso ao ver as paredes adornadas por vários retratos, todos pintados com detalhes incríveis, o que era estranho de se enxergar mesmo durante a noite. Sem exceção, eles pareciam estar olhando para ele, suas características destorcidas em olhares de ódio e malícia. O caçador fez um esforço e concentrou-se para ignorar as muitas faces de ódio que ali haviam. O caçador entrou em um sono profundo durando toda a densa noite. Na manhã seguinte, o caçador acorda. Algo estava errado. No momento que os raios de sol iluminaram o local por completo, ele descobriu que alí não havia nenhum retrato, apenas grandes e numerosas janelas…

Fonte: Contos e lendas assustadoras

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Pai da garota do "crime do slenderman" critica o filme


O documentário da HBO relativo ao conto do homem esguio (slenderman) foi adaptado para os cinemas com o filme "Slender Man: pesadelo sem rosto". Todavia esse filme vem sendo alvo de críticas pelo pai de uma das assassinas do "crime do slenderman".


Crime do Slenderman
Em 2014, Morgan Geyser e Anissa Weier mataram em um bosque à facadas, 19 vezes, Payton Leutner. Segundo elas, tratava-se de um sacrifício para agradar o slenderman.

O Slenderman se trata de uma criatura fictícia que surgiu em um fórum de discussão em 2009 e passou a ser protagonistas de games e de histórias de terror.


Bill Weier
Bill Weier, pai de Anissa Weier, está indignado com a produção do filme, pois, segundo ele, esta dramatização está popularizando a tragédia.

" É um absurdo o fato de eles quererem desenvolver um filme desse tipo. Isso só populariza uma tragédia. É claro que não me surpreende, mas não posso deixar de me indignar, é extremamente de mau gosto. Essa produção apenas prolonga ainda mais o sofrimento que essas três famílias envolvidas estão enfrentando", disse ele.


Slender Man: pesadelo sem rosto
O filme estreará, no Brasil, em 17 de maio de 2018.

Terá como protagonistas as jovens Joey King, de "Invocação do Mal", e Annalise Basso, de "Ouija: a origem do Mal". Há também Jaz Sinclair, de "When the bough breaks", e Thalitha Bateman, de "Annabelle 2".

Cartaz:

Trailer oficial:

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Telefone dos mortos

Mayara estava passando os números de telefone de seus amigos de um celular antigo para um novo, quando viu o número de Patrícia, uma amiga falecida há alguns meses em um acidente de carro quando voltava de uma festa com seu namorado Pedro (até hoje estava em coma). O acidente foi causado por um motorista bêbado em alta velocidade e Patrícia morreu no local.

Mayara sentiu um frio da espinha e uma tristeza repentina, pensou em ligar para o número e talvez escutar a voz de sua amiga em uma gravação, se o telefone ainda estivesse ativo. Hesitou por um instante, pois não sabia qual seria sua reação ao escutar a voz da amiga, mas pegou o telefone e discou o número. Escutou o telefone chamando duas vezes e fez menção de desligar, pois se sentia boba fazendo aquilo, porém alguém atendeu.

-Alô.

-Oi Mayara.- (Respondeu a pessoa do outro lado da linha)

-Quem está falando?

-Quem poderia ser? É a Patrícia.

-É impossível

-Como assim? Você ligou para o meu número, quem você esperava que atendesse?

Aterrorizada e sem saber o que fazer, Mayara continou a conversa, que foi curta, pois ela estava com muito medo. Nos próximos dois meses ela continou ligando para o número, que sempre era atendido pela amiga já morta, conversava rapidamente e desligava. Pedro havia saído do coma, porém ainda se encontrava no hospital se recuperando das fraturas. Um dia, Mayara decidiu que iria ligar e perguntar sobre o acidente e se ela se lembrava de algo. Ela ligou e as duas conversaram por período curto e Patrícia começou a fazer perguntas sobre seu namorado.

-Mayara, você tem alguma noticia do Pedro? Por que ele não me liga? Ele prometeu estar sempre do meu lado não importava o que acontecesse. Ele desapareceu e não me liga, tenho me sentido tão sozinha - Perguntou Patrícia com voz de choro.

Mayara estava paralisada, não sabia o que dizer ou qual seria melhor resposta e falou a primeira coisa que lhe veio à mente.

-Porque… porque você morreu no acidente de carro- Respondeu ela com calafrios

 A última coisa que ela escutou foi o grito de terror da sua amiga e o sinal de ocupado logo em seguida.

Rapidamente ela rediscou o número de Patrícia, porém dessa vez a voz do outro lado da linha disse:

-Este número é inexistente.

Fonte: Contos de terror

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Por que ninguém me vê?

Eu não quero soar maldoso, mas os mortos são muito sem noção. Sempre os vi. Quando eu era mais novo, todos achavam que eu estava falando com amigos imaginários. Depois de alguns anos, quando ouvi meus pais falarem sobre chamar um psicólogo, eu percebi com o que eu estava falando. Assim, fantasmas tendem a não perceber que estão mortos, e eles não parecem como nos filmes, eles se parecem com nós.

Eu sou muito inteligente para uma criança de 13 anos, então comecei a perceber certos padrões para diferenciá-los da vida. Eles poderiam estar um pouco distantes das pessoas vivas, ou você as veria tentar conversar com pessoas que nem as notariam. Alguns deles podiam dizer que eu era diferente, que eu os notei. Como esse cara que eu vi depois da escola ontem. Eu sou um menino grande agora, veja, eu não preciso que os meus pais me busquem, a minha casa é apenas um curto passeio de distância. Ele estava longe dos outros pais, não falava com eles, apenas olhava para mim, era assim que eu sabia que ele era um dos fantasmas. Eu fui até ele, lhe disse que eu sabia o que ele era e perguntei como eu poderia ajudá-lo. Eu não me lembro muito depois disso, eu acho que por causa do que aconteceu esta manhã.

Lá embaixo, meus pais choravam. Tentei falar com eles, mas eles me ignoraram. Eles devem ter morrido ontem à noite de alguma forma, às vezes os novos fantasmas não falavam comigo. Alguns policiais e jornalistas acabam de chegar, eles também não falam comigo, apenas com meus pais. É estranho, eu nunca vi tantos fantasmas juntos antes. Por que ninguém quer falar comigo?

Fonte: Dossiê do Felipe

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Solicitação de amizade

Dizem que ele era um cara solitário. Não tinha amigos e não entendia por que as pessoas não gostavam dele. No intervalo da escola, ninguém sentava ao seu lado. Nos jogos da educação física ninguém o escolhia para jogar em seu time. As mulheres o desprezavam, os professores desconheciam a sua existência. Todos o tratavam como se ele não existisse.

Devido a sua solidão esta rapaz passava muitas horas na internet, então decidiu criar uma conta no facebook apenas para ver o que acontecia em uma rede social. Por alguns meses passou a verificar as contas de outras pessoas. Via fotos de festas, de passeios, de casais, enquanto ele não possuía nenhum amigo, nenhuma mensagem, nenhuma notificação. Da mesma forma que na vida real ele era tratado como se não existisse. Aquilo alimentava um ódio em seu interior.... Por que as pessoas não gostavam dele?

Foi quando ele recebeu um convite de uma pessoa que não conhecia. Não sabia por que isso tinha acontecido, talvez fosse até um engano, o fato é que o primeiro convite para ter um amigo no facebook foi muito alegre para ele. Ficou ainda mais feliz quando viu sua sugestão de amigos.. Contatos da pessoa que o adicionou apareciam para ele. Então ele clicou em adicionar em todos que apareceram como sugestão. Alguns aceitam, outros não. Mas como os pedidos de amizade que ele fazia eram muitos, ele mal percebia quem o rejeitava.

Foram meses adicionando todas as pessoas que apareciam em sua sugestão de amigos, logo ele possuía mais de dois mil contatos em seu facebook. Aquilo o extasiava e ele ficou totalmente viciado no site. Ficava horas on line , cada momento longe da rede social era um sacrifício. Todos os seus momentos livres eram usados para conquistar novos contatos.

Porém depois de um tempo não conseguia adicionar mais ninguém. Mandava vários convites e não era aceito por mais nenhuma pessoa...

Por que ninguém mais queria ser seu amigo?

Ele tentou por mais algumas vezes, mas não tinha solução, ninguém mais o adicionava... Aquilo o deixou louco... Não queria voltar a ser impopular, queria mais amigos... Mas então o que fazer?

Pensou por dias e então o que deveria ser feito lhe pareceu lógico. Ele deveria se livrar daqueles que o ignoravam...

A primeira vítima foi uma garota de cabelos dourados, tão bonita... Ela possuía vários amigos e por isso se achou no direito de recusá-lo... Ele a rastreou por alguns dias na net e foi tão fácil encontrá-la... Fotos na rede social, check-ins, marcações de amigos....

Depois de um tempo a polícia achou o corpo da garota, nenhuma pista sobre o assassino foi encontrada! Os olhos dela estavam arregalados e a boca entreaberta, como se sua última atitude tivesse sido um grito aterrorizante. Não se sabe até hoje como ela foi morta.

Depois disso várias outras pessoas foram encontradas nessas mesmas condições. Todas em cidades diferentes em vários pontos do país...

Dizem que ainda hoje ele tenta adicionar pessoas em redes sociais, por isso CUIDADO ao receber pedidos de amizade de pessoas estranhas, talvez a próxima vítima seja você....

Fonte: Contos de terror

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terça-feira, 28 de novembro de 2017

O intruso

Era uma noite como tantas outras. Eu estava no quarto e tentava me acalmar pelo dia estressante que tive. Com o controle remoto da tv da mão comecei a percorrer os canais aleatoriamente, até que um noticiário me chamou atenção. O apresentador narrava, com certa urgência, como um louco assassino estava agindo em minha cidade.

 Em uma entrevista o policial avisava que todos deveriam ficar em estado de alerta, pois o assassino havia agido naquele mesmo dia, estava armado com uma faca de açougueiro e era muito perigoso.

O sono e o cansaço estavam me vencendo, eu estava cochilando quando um barulho no andar inferior da casa me despertou. Tive a impressão que havia alguém na casa.

Meu coração começou a bater mais rápido, um calafrio percorreu minha espinha e eu suava frio. Procurei ouvir com maior atenção... Pensei ter ouvido outro barulho. Era o som de uma porta se abrindo.

Não era imaginação! Realmente existia um intruso dentro na casa.

- Eu tenho que sair daqui. – pensei comigo mesmo.

Sem fazer barulho sai da cama e me dirigi até a janela. Meu corpo todo tremia e eu tomava o cuidado de não fazer nenhum barulho.

Foi então que ouvi passos na escada. Pareceu-me que havia mais de uma pessoa e a qualquer segundo eles chegariam até a porta do quarto.

Rapidamente pulei a janela e andei por cima do telhado da garagem até encontrar uma árvore mais próxima. Pulei até ela e finalmente desci até o jardim.

Caminhei um pouco e olhei para a janela onde havia acabado de sair. As luzes haviam sido acesas.

- Essa foi por pouco! – pensei.

Um medo me invadiu quando pensei o que teria acontecido se eles tivessem me pego dormindo.

Mantendo o silêncio caminhei até o fundo do jardim, pulei o muro e continuei correndo. Corri o máximo que pude em meio a noite mal iluminada, até que finalmente avistei uma luz iluminando um jardim...

Segurando minha faca de açougueiro nas mãos me dirigi lentamente até a casa...

Fonte: https://www.wattpad.com/235685101-contos-de-horror-concluído-o-intruso

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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Olho mágico


Uma garota de apenas 12 anos e pertencente a família de uma classe social média baixa morava em um apartamento humilde com seu pai. A sua mãe havia falecido e, apesar de viverem só os dois naquele lar, possuíam um bom relacionamento e se amavam muito.

Em um certo dia, o pai da garota teria que se ausentar por um dia inteiro em função de um compromisso de trabalho. Ele sairia de manha cedinho e só voltaria no final do dia.

Logo pela manha o pai levantou, preparou o café, chamou a filha para ir até a escola e se despediu com um beijo na testa, saindo apressadamente de casa.

A garota manteve a sua rotina diária, esperou a van na frente de casa, foi para a escola, voltou na hora do almoço, esquentando a comida que estava pronta na geladeira e passou o dia vendo TV.

Perto das 18 horas ela adormeceu, cochilando na sala. Estranhamente ela começou a sonhar com o seu pai. Ela estava de um lado da rua e ele do outro, carros passavam em uma velocidade espantosa e o tráfego era intenso. O seu pai gesticulava e falava algo para ela, mas devido ao barulho do trânsito ela não conseguia ouvir.

Ela percebeu que o pai possuía uma expressão triste em seu rosto e tentava desesperadamente falar algo para ela.... Como o som era inaudível, ela tentou ler os lábios do pai para entender o que ele falava... Parecia algo como “ Não... abra...a... porta...filha...

De supetão, a garota foi acordada de seu sonho por um barulho que, a princípio, não conseguiu distinguir...

TAM... TAM... TAM...

Parecia que alguém batia na porta com força! Sonolenta ela levantou do sofá e a campainha começou a tocar de forma insistente

A garota colocou seus chinelo e decidiu ver o que estava acontecendo, talvez fosse alguém com alguma notícia urgente.

Chegando na porta da frente, ela decidiu olhar pelo olho mágico: quem estaria fazendo tanto alarde para entrar? Estranhamente ela viu o rosto de seu pai olhando para ela; a campainha tocava, intercalada com outras batidas na porta.

- Espera pai... Ela disse. Já vou abrir a porta.

Então ela deu uma volta na chave e decidiu olhar novamente pelo olho mágico.

Algo parecia não estar bem com o seu pai. Os olhos estavam abertos com uma expressão de terror em seu rosto.

Hesitante, ela parou com a mão na chave. Faltava mais uma volta para abrir a fechadura, porém ela voltou a fechar a porta..

- Pai? O senhor esqueceu suas chaves?

Tudo o que ela ouvia era a campainha da porta.

- Pai, por favor... Me responda!

TAM... TAM... TAM... – as batidas na porta continuavam

- Há alguém ai com você, pai?

RING... RING... RING... - a campainha tocava freneticamente.

- Por que você não me responde pai?

TAM... TAM... TAM...

A campainha tocava e, por alguma razão, seu pai se mantinha calado. Assustada a menina se sentou em um canto da sala, colocou as mãos nos ouvidos e passou a chorar baixinho.

Parecia que as batidas e a campainha duraram por horas. Vencida pelo cansaço e pelo medo, ela adormeceu ali naquele mesmo lugar.

Na manha seguinte, ela acordou ainda assustada. Lentamente ela se aproximou da porta e espiou pelo olho mágico. Seu pai continuava ali, olhando para ela fixamente.

Com um impulso, tomada pela coragem, ela decidiu abrir a porta bem devagar. Aterrorizada ela foi confrontada por uma visão, vinda de seus piores pesadelos.

Preso a porta ela pode ver a cabeça de seu pai pendurada próximo ao olho mágico. Junto a ela estava um bilhete, aparentemente escrito de forma rápida e bruta, onde se lia...

“garota inteligente”

Fonte: Ghost Story

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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A obra-prima


Estou deitado há um bom tempo agora. São 5:35 da madrugada e não há muito que eu possa fazer. Sabe qual é a pior parte da minha situação? Estou no mesmo quarto que os meus pais. Eles não param de olhar pra mim e tudo que eu posso fazer é olhar de volta e tentar não gritar. É inevitável. Seus olhos estão focados em mim e suas bocas abertas. Também tem o cheiro forte de sangue e eu me sinto paralisado de medo.

Ali está a Coisa.

No segundo em que eu fizer qualquer sinal de não estar dormindo mais, estou totalmente fodido. Vou morrer e não há ninguém por perto que possa me ajudar. Estive pensando em um jeito de sair daqui, mas a única idéia que tive foi sair correndo pela porta e correr para fora pela porta da frente gritando por ajuda, esperando que meus vizinhos me escutassem. É arriscado, mas se eu ficar aqui, certamente morrerei. A Coisa está esperando que eu acorde para que eu veja sua obra-prima.

Você deve estar se perguntando o que está acontecendo. Eu me antecipo as vezes.

Há três horas, ouvi algo gritando do lado de fora da casa. Eu me levantei para investigar o barulho; fui até a sala, olhei pelas janelas mas não vi nada. Fiquei observando tanto tempo que cochilei no sofá. Eu poderia ter morrido por essa idiotice que cometi.

Quando subi as escadas para voltar ao meu quarto, havia sangue no corredor até a porta dos meus pais. Horrorizado, corri de volta ao meu quarto e me escondi debaixo dos meus cobertores como o covarde que sou. Tentei me convencer a dormir de novo, ou acordar, ou qualquer coisa assim, mas estava tentando me convencer de que não era real.

Então escutei a porta do meu quarto abrir. Sendo medroso como eu, olhei por debaixo do meu cobertor para ver o que estava acontecendo. Pude ver algo arrastando meus pais mortos para dentro do quarto. Não era humano, isso posso afirmar. Não tinha cabelo, nem roupas ou qualquer coisa. Suas costas corcundas conforme ele arrastava meus pais. Andava como um homem-das-cavernas, mas era muito mais esperto do que qualquer um. Ele sabia o que estava fazendo.

Sentou meu pai na beirada da cama e virou o rosto dele para mim. Sentou minha mãe na cadeira perto do meu computador e fez ela olhar para mim. Então começou a passar a mãos nas paredes, sujando-as com sangue até desenhar um círculo com um pentagrama invertido nele. A Coisa criou algo que ela gostaria de chamar obra-prima. Para finalizar, escreveu uma mensagem na parede a qual eu não podia ler devido a escuridão.

Então foi para debaixo da minha cama, esperando para atacar.

A coisa mais assustadora agora é que meus olhos se acostumaram a escuridão após todo esse tempo e eu posso ler a mensagem que ele escreveu na parede. Não quero olhar para ela porque é terrível só de pensar, mas eu pressinto que preciso ler, antes de ser morto.

Espiei para a obra-prima da criatura. Li a mensagem.

"Eu sei que você está acordado."


FONTE: Creepypasta Brasil

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