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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Tsunami do Japão e os seus passageiros fantasmas

O terrível tsunami que atingiu o Japão em março de 2011 foi catastrófico.

Todavia esse fato, tempos depois, trouxe à tona o fato de que muitos taxistas estão atendendo a passageiros fantasmas.

Sete dos 100 motoristas entrevistados por Yuka Kudo, uma estudante de sociologia, admitem ter pegado esses "passageiros".

A tese de graduação de Yuka Kudo, estudante da Universidade Tohoku Gakuin, é a respeito desse tema.

Ela viajou para a cidade litorânea de Ishinomaki toda semana para um encontro com motoristas de táxi.

Ela fez a eles a mesma pergunta: “Você teve alguma experiência incomum depois do desastre?” A resposta dos motoristas foram entre ficar com raiva ou descreverem esses estranhos encontros.

Um deles disse que uma mulher vestida com um casaco subiu em seu táxi perto da estação de Ishinomaki. "Por favor, vá para a estação de Minamihama", disse ela. Quando ele explicou que não havia mais nada ali, ele se virou apenas para encontrar seu banco de trás vazio.

"Os jovens sentem um forte desgosto [quando morrem] quando não conseguem encontrar as pessoas que amam", disse Kudo. "Como eles querem transmitir sua amargura, eles podem ter escolhido táxis ... como um meio para isso."

Nenhum dos motoristas teve medo de seus passageiros fantasmas, mas considerou seus encontros como eventos a serem valorizados.

A costa nordeste do Japão perdeu 20.000 pessoas no tsunami e não é algo que as pessoas estejam dispostas a esquecer.

Poderia ser fantasmas ou poderia ser a mente jogando truques. Qual seria sua opinião?

Canal do YouTube: Canal Myllas Freitas

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Vila Nagoro: a cidade dos espantalhos

Nagoro ou Nagoru, agora conhecido como Nagoro Scarecrow Village é uma vila no Vale do Iya, na ilha de Shikoku, na província de Tokushima, no Japão.

Consiste em um exemplo típico de um local que sofre com o envelhecimento e a baixa natalidade no Japão: em Janeiro de 2015 tinha apenas 35 habitantes e em Agosto de 2016 esse número baixou para 30 habitantes.

Ayano Tsukimi, cresceu em Nagoro, mas, quando ficou adulta, mudou-se para Osaka. Quando retornou à vila com o intuito de cuidar do seu pai idoso (há mais de 10 anos) e deparou-se com a sua vila quase deserta com apenas 50 moradores.

Tsukimi descobriu suas habilidades na confecção de bonecos por acaso, quando ela estava fazendo espantalhos para uma plantação depois que ela se mudou de volta para Nagoro.
Segundo ela, um dos espantalhos tinha traços que se assemelhavam aos do seu pai, dando início a toda essa ideia de criar espantalhos para relembrar os antigos moradores da pequena vila.

“Eles nos trazem memórias”, explica. “Uma velha senhora que costumava vir até aqui e tomar um chá, o homem que adorava contar histórias e tomar sakê. Todos os bonecos me fazem lembrar os velhos tempos, quando estavam vivos e bem”, disse.

Vários bonecos muito bem feitos e vestidos se amontoam do lado de fora de uma loja, outro grupo envolto em roupas de inverno espera o ônibus no ponto, enquanto algumas velhinhas se sentam à beira da estrada para observar o tempo passar.

É possível encontrar bonecos por toda parte, de modo que eles já são dez vezes mais numerosos que a população real de Nagoro, que conta com pouco mais de 30 habitantes.
Cada um dos espantalhos representa uma pessoa que se tenha mudado ou morrido. No total existem cerca de 350 bonecos espalhados pelo local.

Estes bonecos são em tamanho real e cada um tem a sua própria expressão. Alguns dormem, outros abraçam crianças espantalho, seguram arados e enxadas ou estão nas varandas das casas, ou seja, todos eles estão a realizar atividades do cotidiano.

Aos 65 anos, Ayano Tsukimi é a residente mais jovem de Nagoro. A escola da vila fechou em 2012 depois que seus dois últimos alunos se formaram.

Hoje, o prédio também é ocupado por bonecos, representando os estudantes, professores e diretores que já experimentaram grandes momentos de suas vidas naquele lugar.

Visitar a vila e ver dezenas de espantalhos de antigos moradores pode ser melancólica, mas para Tsukimi parece ter algum conforto, pois para ela as suas criações são "como se fossem seus filhos".

Segundo a moradora, muitos turistas hoje param na vila “dos espantalhos” para conhecer e tirar fotos. “Se não tivesse os criado, todos passariam direto por Nagoro”, defende.

Canal do Youtube: Canal Myllas Freitas

domingo, 21 de janeiro de 2018

Ilha Hashima: a arrepiante ilha do Japão


Também conhecida como Gunkanjima ou Gunkanshima, que significa "ilha encouraçado", a ilha Hashima é uma das 505 ilhas não habitadas da Província de Nagasaki, encontrando-se distante de Nagasaki a uma distância de 15 quilômetros.

Povoação


A ilha Hashima foi povoada entre os anos de 1887 e 1974, servindo, durante esse período, para extração de carvão. Ela havia sido comprada pela Mitsubishi para seu projeto de extração de minas submarinas.

O complexo existente na ilha foi construído para acomodar os trabalhadores das minas,  possuindo um bloco de apartamentos que foi finalizado no ano de 1916, sendo que, atualmente, encontra-se completamente abandonado em meio a ilha.


Quando era habitada, a ilha chegou a possuir uma população de 5.259 pessoas no ano de 1958. Nela havia, em seu auge, hospital, escolas, lojas, templos, santuário, restaurantes e outras instalações que, assim como o bloco de apartamentos, estão em ruínas.

Declínio


Na década de 60, iniciou-se o declínio do carvão que passou a ser substituído pelo petróleo. Assim, iniciou-se o encerramento das atividades na ilha, finalizando-se por definitivo em 1974. Após, esse ano, quando ela foi definitivamente evacuada, apenas voltou a se tornar acessível em 22 de abril de 1999.

Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco


Em 2009, foi feito um pedido à Unesco para que a ilha se tornasse um patrimônio mundial da Humanidade.

Embora tenha gerado muita controvérsia quanto a isso, em especial pelo fato de muitos trabalhadores sul-coreanos terem sofrido no local pela mão dos japoneses em virtude dos trabalhos forçados nas minas de carvão, em 05 de julho de 2015, foi aprovado o pedido pela Unesco.

Desde julho de 2015, a Ilha Hashima é um Patrimônio Mundial da Humanidade

Turismo


O objetivo inicial a ser dado à ilha era transformá-la em um depósito de lixo, ideia esse que, felizmente, foi definitivamente abandonada.



Desde 2009, a ilha voltou a ser aberta ao público para visita turística, que é feita por um guia, cuja duração da visita é de 1 hora e realizada em lugares liberados para acesso, já que há lugares perigosos com risco de desabamento.

Cenário de filmes

A ilha já serviu de cenário em planos aéreos para o filme "007: Skyfall", de 2012. Também foi utilizada como cenário na adaptação para o cinema do anime "Attack on Titan"

Ilha assombrada



Muitos creem que a ilha seja assombrada. Pessoas já relataram ouvir na ilha barulhos estranhos, murmúrios e sussurros. Será que ainda passeiam pelas ilhas os fantasmas que já viveram na ilha em seu tempo de auge... Vai saber...

Google Street View


Atualmente, é possível se passear pela ilha por meio do Google Maps. Segue a localização:

Canal do Youtube: Canal Myllas Freitas