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quinta-feira, 19 de março de 2020

Túneis subterrâneos de Okinawa


A "Batalha de Okinawa", também conhecida como "Operação Iceberg", ocorrida em 1945, causou um grande impacto sobre a população de Okinawa, além de servir de pano de fundo para um dos maiores suicídios coletivos ocorridos na história do Japão.

A antiga sede subterrânea naval japonesa foi concluída em dezembro de 1944 e ficava localizada em uma colina a cerca de 4 km ao sul da cidade de Naha, servindo de abrigo para os soldados da Marinha Imperial Japonesa durante a Batalha de Okinawa em 1945.

Conforme já citado, o referido túnel foi construído no ano 1944, sob a liderança de Minoru Ota, um almirante da Marinha Imperial Japonesa.

O túnel

O túnel possui 450 metros de comprimento e é feito de postes e concreto, tendo sido dita que picaretas e pás foram usadas na construção do túnel, o qual ainda permanece exatamente como era naquele tempo.

Dentro do túnel, construído sob uma montanha em Tomigusuku, encontram-se diversas instalações como, por exemplo, a sala de planejamento, sala dos soldados, etc. A sede passou a ser usada a partir de janeiro de 1945 com o propósito de proteger o aeroporto de Naha, capital Okinawana.

Todavia, em dia 4 de junho de 1945, os soldados americanos desembarcaram no sul de Okinawa e a ilha tornou-se, então, a linha de frente do Japão.

A batalha

Uma sangrenta batalha foi travada por 82 dias e os habitantes de Okinawase referia a ela como “tetsu no bōfū” (Tufão de aço) ou “tetsu no ame” (chuva de ferro) em virtude da intensidade de fogo da batalha.


Os americanos, comandados pelo general Simon Buckner, somaram 290 mil soldados americanos contra 150 mil soldados japoneses. No final da batalha, o exército japonês sofreu mais de 100.000 baixas, enquanto que o americano, 20.000.

Mas, nessa história com o um todo, quem sofreu mais foram os civis: mais de 150.000 okinawanos perderam suas vidas.

O telegrama e o suicídio coletivo

A Batalha de Okinawa foi a primeira e única vez que soldados americanos lutaram em solo japonês.



Diante da iminente derrota, o comandante Minoru Oota escreveu um telegrama de despedida para o general Mitsuru Ushijima no dia 11 de junho. Ele lamentava o resultado do combate, mas elogiava o sacrifício e a cooperação do povo de Okinawa na batalha.

Para não se render aos americanos, Minoru Oota convenceu os membros de sua equipe a cometerem suicídio, argumentando que o inimigo iria violentar e torturar os civis. O suicídio em massa, inspirado no ritual seppuku praticado pelos antigos samurais ocorreria dois dias depois do telegrama (13 de junho) com a explosão proposital de uma granada dentro do túnel em que eles estavam.

Os fuzileiros americanos não chegaram a entrar no túnel, e sim o selaram, bloqueando todas as entradas. 

As ossadas

O túnel permaneceu intocado por muitos anos, sendo reaberto apenas em 1950, onde foram encontrados as ossadas de mais de 2.000 marinheiros japoneses.
 

Com a derrota do Japão na Segunda Grande Guerra, Okinawa passou a ser administrada pelos Estados Unidos até 1972. A ilha serviu como uma importante base americana durante a Guerra do Vietnã e a presença dos Estados Unidos em Okinawa continua até os dias hoje.

Dos 1,4 milhão de habitantes de Okinawa, mais de 100 mil são americanos – em sua maioria militares e seus dependentes ou funcionários civis do Departamento de Defesa.

Turismo

Em 1970, a antiga sede subterrânea naval japonesa foi restaurada e aberta ao público. Em 1972, o local em torno da sede tornou-se uma espécie de parque memorial, recebendo visitantes do Japão e de todo o mundo.

É possível fazer um passeio subterrâneo e conhecer as instalações da sede como o quarto do comandante, sala de oficiais, sala de operações, etc.
 

Os vestígios do suicídio em massa do almirante Minoru Ota e seu exército ainda podem ser vistos, tais como as marcas da explosão da granada nas paredes. Também é possível ver as cartas de despedida dos marinheiros que foram deixadas para os seus familiares.

E você já tinha escutado falar desse local? Imagino o quanto a carga emocional desse local deve ser ante a situação que eles passaram dentro daquele túnel  e, diante da inexistência de qualquer perspectiva do que estaria por vir, optar pela decisão final: o suicídio em massa.  

Vídeo do local


Site do local: Túnel Okinawa - Japão

Canal do Youtube: Canal Myllas Freitas

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Texto: Um massacre em voo

Antes de apresentar o teor do texto, deixo meus agradecimentos ao inscrito do "canal Myllas Freitas" Mário Jorge Lailla Vargas quem indicou esse texto do autor Charles Berlitz. Seria verdade isto?


"Algo terrível aconteceu em pleno ar num dia no fim do verão de 1939. Até hoje o incidente permanece envolto em segredo.

Tudo o que se sabe é que um avião de transporte militar deixou a estação aérea naval da marinha, em São Diego, Califórnia, às 15:30h. O aparelho e tripulação de treze homens realizavam um vôo de rotina a Honolulu. Três horas mais tarde, quando a aeronave estava sobre o oceano Pacífico, soou desesperado sinal de socorro e o sinal de rádio ficou mudo.

Pouco tempo depois o aparelho voltou à base e fez um pouso de emergência. O pessoal de terra correu em direção ao avião. Quando os oficiais entraram na aeronave ficaram horrorizados ao ver doze tripulantes mortos. O único sobrevivente era o co-piloto, que, embora seriamente ferido, tivera tempo suficiente pra levar o avião de volta à base. Poucos minutos depois também morreu.

Todos os cadáveres tinham grandes ferimentos abertos. O mais estranho é que o piloto e o co-piloto esvaziaram as pistolas automáticas colte 45 contra algo. As cápsulas vazias foram encontradas no chão da cabina. Um odor azedo, sulfúrico, era sentido no interior de todo o aparelho.

O exterior da aeronave estava bastante danificado, parecendo atacada por mísseis. As pessoas que entraram no avião saíram com inexplicável infecção cutânea.

Medidas de segurança extremas foram rapidamente acionadas, e a tripulação de emergência em terra recebeu ordem de abandonar a aeronave. Os trabalhos de remoção dos corpos e de investigação do caso foram deixados pra três médicos.

O incidente foi abafado e só chegou a público quinze anos mais tarde, quando o investigador Robert Coe Gardner soube do ocorrido por alguém presente no vôo. O mistério do quê os tripulantes daquele avião encontraram em pleno ar naquela tarde em 1939 jamais foi deslindado."

O livro dos fenômenos estranhos
(World of strange phenomena)
Charles Berlitz
Editora Best Seller, São Paulo, 1988

Canal do YouTube: Canal Myllas Freitas