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domingo, 23 de fevereiro de 2020

Viaduto das Almas - MG


Oficialmente conhecido como Viaduto Vila Rica, está localizado no Km 592 da BR-040, a cerca de 60 km do centro de Belo Horizonte.


Ela foi inaugurada pelo presidente Juscelino Kubitschek, no ano de 1957, fazendo parte da BR-3, rodovia que ligava o Rio de Janeiro até Belo Horizonte.

Sua estrutura é composta por uma curva acentuada, possuindo 262 metros de extensão por 8.5 de largura, sendo uma via de mão dupla. Ocorre que a BR-040 possui duas faixas por sentido no trecho, sendo que ao entrar no viaduto ela se estreita.

Obra de arte

O Viaduto Vila Rica, por ironia, foi construído com o status de obra de arte mais bonita entre os elevados da América do Sul. O presidente Juscelino Kubitschek, inclusive, escolheu o elevado para inaugurar a BR – 3, hoje 040, acompanhando do então governador de Minas Gerais, Bias Fortes.

Eles e a comitiva, às 14h30, debaixo de um sol forte, atravessaram o elevado em um carro luxuoso.

Tragédia

Mais de 200 perderam a vida nesse viaduto e seu gradil já foi alvo de muitas críticas dos motoristas que dele se utilizavam, pois sua altura não era suficiente para evitar que veículos caíssem em um precipício de cerca de 30 metros de altura. Além disso, era um viaduto erguido em curva, estreito e sem divisão física entre as pistas contrárias.


O acidente mais grave no local se deu em agosto de 1969 quando um ônibus da viação Cometa não conseguiu atravessar o viaduto; nesse acidente, 30 pessoas morreram, sendo uma delas o músico Claudinê Albertini, que fazia dupla com seu irmão Márcio.

Em setembro de 1967, no entanto, outro coletivo da Viação Cometa também despencou desse viaduto, deixando um total de 14 vítimas, dentre elas estava Zélia Marinho, apresentadora do programa infantil Roda Gigante, da extinta TV Itacolomi.

Em 26 de novembro de 1994, um ônibus da empresa Aditur, que levava operário de uma mineradora para Ouro Branco, foi atingido por um caminhão que trafegava na pista contrária, matando 13 pessoas.

Várias mortes comoveram a todos. Num desses casos, os bombeiros haviam sido acionados para socorrer feridos de um acidente e encontraram um bilhete no bolso de uma mulher, dizendo o seguinte:

“Inês, se você soubesse o quanto te amo. Sofro quando tu me desprezas. Ah! Inês, como te amo. Seu eterno Paulo Cesar Novais Costa”

A passageira Maria Inês Dionísio, possível destinatária do recado, havia sido uma das vítimas desse acidente.

Em outro bilhete, não assinado, descobre-se que o patrão do remetente salvou-lhe a vida ao impedir que o empregado viajasse do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, cujo recado dizia:

“Araci, para você o meu abraço bem apertado. O Luiz que está indo hoje, eu queria ir com ele, mas não foi possível, porque o gerente da loja não deixou que eu viajasse...”

Apesar de tantas tragédias, também há casos de sobreviventes: Em 1981, uma caravan despencou do viaduto e, por milagre, os sete ocupantes sobreviveram.

Sobrenatural

Há duas histórias do local relacionadas ao sobrenatural, certamente as energias existentes no local derivadas do peso das inúmeras tragédias.


1. Mulher na estrada

Era madrugada dos anos 60. Um motorista, passando pela curva do viaduto, avista uma mulher em desespero, fazendo sinal para ele parar. O motorista parou o carro, a mulher, pálida, trêmula, em pânico, fala:

- “Moço, um carro despencou lá de cima e uma criança está lá dentro, chorando. Ajuda pelo amor de Deus, salve o menino, por favor!!!”

O motorista saiu do carro, desceu a encosta e tinha um carro sim, no barranco, mas não tinha criança, mas uma mulher. Ele se aproximou e ao ver, tratava-se de mesma mulher que o tinha parado no viaduto para pedir socorro.

Ele levou o maior susto e, ao olhar para trás, a mulher estava lá a olhar para ele. Olhava o carro, a mulher morta, para o lado, a mesma mulher olhando para ele...

2. Resquícios do acidente da Aviação Cometa

Dois anos após o acidente de 1969 da Aviação Cometa, no fim de tarde, um homem estava voltando de uma pescaria e resolveu atravessar o viaduto a pé para encurtar o caminho. Ele, então, resolveu dar uma olhada para baixo, onde tem o riacho e a mata, só que ele teve uma surpresa desagradável...

Ele começou a ouvir das profundezas do precipício gritos de pedido de ajuda, choros de criança e, mais ao fundo, o som de um velho motor Mercedes-Benz, o mesmo do acidente de dois anos antes.

Desativação

Em 26 de outubro de 2010, foi inaugurado o viaduto Márcio Rocha Martins, construído a dois quilômetros do antigo viaduto, no Km 592 da BR-040, em Itabirito, a 50 Km de Belo Horizonte.


O novo viaduto possui 460 metros de extensão por 21 metros de largura, com duas pistas em cada sentido, construído em linha reta.

A inauguração desse novo viaduto desativou o antigo Viaduto Vila Rica após 54 anos de uso, levando consigo, pelo menos, 200 mortes.

Atualmente, o viaduto das almas é utilizado por socorristas de todo o Brasil para treinamento em salvamento de altura.


Curiosidade

Toni Tornado venceu o 59º Festival da Canção, em 1970, com a música BR-3, composição de Tibério Gaspar e Antonio Adolfo, que, muito embora não se relacione diretamente ao Viaduto das Almas, mas a BR-3 em geral que ligava a capital do Rio de Janeiro à capital de Belo Horizonte, serviu como um grito das pessoas que morriam e se feriam no trajeto sinuoso do traçado da rodovia que tinha em seu percurso o “Viaduto das Almas”.


Letra

A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
E a gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)
Há um foguete
Rasgando o céu, cruzando o espaço
E um Jesus Cristo feito em aço
Crucificado outra vez
A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
A gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)
Há um sonho
Viagem multicolorida
Às vezes ponto de partida
E às vezes porto de um talvez
A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
A gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)
Há um crime
No longo asfalto dessa estrada
E uma notícia fabricada
Pro novo herói de cada mês
Na BR-3

Vídeo do Viaduto com drone:


Canal do Youtube: Canal Myllas Freitas

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Usou o celular depois de morto

Um terrível acidente de trem ocorreu em 12 de setembro de 2008 no Vale de San Fernando na Califórnia. Um trem da Metrolink que transportava 225 passageiros colidiu com um trem de cargas da Union Pacific. No que ficou conhecido como o choque da Chatsworth, 135 pessoas ficaram feridas. Dos feridos, 87 pessoas foram internadas e 25 morreram.


Laudos apontaram que o piloto do Metrolink estava mandando mensagens de texto no momento do acidente e não percebeu um sinal vermelho a sua frente, fazendo com que esse trem fosse considerado culpado no trágico acidente. A última mensagem do piloto foi 22 segundos antes da colisão.

Uma das mortes no trem da Metrolink foi a de Charles Peck, de 49 anos, representante do atendimento ao consumidor da Delta Airlines, de Salt Lake City. Peck estava em Los Angeles para uma entrevista de trabalho no aeroporto de Van Nuys. Ele e sua noiva, Andrea Katz, deram uma pausa no casamento até que Peck pudesse se mudar para Los Angeles, onde Katz morava. Seria o segundo casamento de Charles Peck. Seu primeiro casamento havia lhe dado três filhos.


As notícias do acidente mortal se espalharam quando Andrea Katz estava a caminho da estação de trem para buscar seu noivo. Quando os pais e os irmãos de Peck ouviram falar do acidente, eles se juntaram à Katz para ter ciência do que se tornaria uma péssima notícia.

Peck morreu no impacto. No entanto, seu corpo não foi encontrado por mais de 12 horas depois do acidente. Durante essas horas, o telefone celular da Peck fez uma série de chamadas para sua noiva e membros da família. Trinta e cinco chamadas ao todo foram feitas do telefone de Peck aos membros de sua família, todos os quais consistiam em alguns minutos de silêncio antes da desconexão. 

À medida que as chamadas continuavam, as autoridades usavam o sinal do celular de Peck para localizar seu corpo, o que eventualmente aconteceu uma hora após a última chamada. O telefone de Peck nunca foi encontrado.

Fonte: Ah! Duvido

Canal do Youtube: Canal Myllas Freitas